Ministério da Segurança Pública terá foco em combater crime organizado, feminicídio e roubo de celular

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançou nas discussões para criar o Ministério da Segurança Pública, que será separado do atual Ministério da Justiça. A proposta, anunciada pelo próprio presidente, pretende fortalecer o combate ao crime organizado e responder a uma das principais preocupações da população brasileira.
Na última reunião, Lula recebeu o atual responsável pela área, Wellington César Lima e Silva, e a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, para discutir a estrutura da nova pasta. A criação deverá ocorrer por meio de Medida Provisória (MP), após a promulgação da PEC da Segurança Pública pelo Congresso Nacional.
Entre as prioridades do futuro ministério estão o enfrentamento às facções criminosas, o combate ao feminicídio, a redução dos roubos de celulares e o fortalecimento da integração entre as forças policiais. Também está prevista a criação de uma secretaria especializada no combate às organizações criminosas, com foco na identificação da lavagem de dinheiro e no enfraquecimento financeiro das facções.
A estrutura deverá reunir órgãos como a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Força Nacional e secretarias nacionais de Segurança Pública, Políticas Penais e Política sobre Drogas. O governo também estuda instalar escritórios nos 26 estados e no Distrito Federal para ampliar a cooperação com as forças de segurança estaduais.
Camilo Santana é um dos principais cotados
Entre os nomes avaliados para comandar o novo ministério estão o ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação Camilo Santana, o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o ex-ministro Fernando Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Camilo Santana aparece como um dos favoritos por sua proximidade com Lula e pela participação estratégica na campanha presidencial. No entanto, também é cotado para assumir a Casa Civil. Até o momento, o presidente não anunciou quem ficará à frente da nova estrutura.
Orçamento e mudanças na segurança
A previsão orçamentária de 2027 destina R$ 27,52 bilhões ao atual Ministério da Justiça e Segurança Pública, que ainda funciona de forma integrada. Entretanto, não há definição de quanto será destinado especificamente à nova pasta.
A criação do ministério acontece após a aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Senado, que amplia as atribuições da Polícia Federal e da PRF, fortalece a integração entre União, estados e municípios e prevê mecanismos nacionais de acompanhamento das políticas de segurança.
A iniciativa também se soma à Lei Antifacção, que endureceu as punições contra integrantes de organizações criminosas.
Com a mudança, o governo federal pretende ampliar a atuação contra o crime organizado, fortalecer as operações policiais e melhorar a segurança da população brasileira.





