Em Alta
PolíticaCastro Alves Mobiliza Mais de 6 Mil Pessoas em Apoio a LulaEconomiaDólar cai para R$ 5,01 com exterior e expectativa eleitoral no BrasilEconomiaBrasil define cotas para exportar com tarifas reduzidas para a NoruegaEsportesPrêmio TV Brasil Petrobras Para Elas anuncia melhores treinadoresSaúdeSUS passa a contar com novos medicamentos contra o câncerSaúdeRepórter Tâmara Freire, da Agência Brasil, é finalista no Prêmio SBImEntretenimentoDanniel Vieira revela diagnóstico de câncer de pele e faz alerta sobre exposição ao solGeralVoto no segundo turno vale como prova de vida do INSSGeralBahia tem transporte gratuito para eleitores no segundo turnoGeralPolícia faz operação no interior de SP contra fraudes bancáriasPolíticaCastro Alves Mobiliza Mais de 6 Mil Pessoas em Apoio a LulaEconomiaDólar cai para R$ 5,01 com exterior e expectativa eleitoral no BrasilEconomiaBrasil define cotas para exportar com tarifas reduzidas para a NoruegaEsportesPrêmio TV Brasil Petrobras Para Elas anuncia melhores treinadoresSaúdeSUS passa a contar com novos medicamentos contra o câncerSaúdeRepórter Tâmara Freire, da Agência Brasil, é finalista no Prêmio SBImEntretenimentoDanniel Vieira revela diagnóstico de câncer de pele e faz alerta sobre exposição ao solGeralVoto no segundo turno vale como prova de vida do INSSGeralBahia tem transporte gratuito para eleitores no segundo turnoGeralPolícia faz operação no interior de SP contra fraudes bancárias

Sociedade civil apresenta propostas aos candidatos à Presidência

A coalizão Vida em Conta, iniciativa que reúne cerca de 140 economistas e 70 organizações da sociedade civil, apresenta o documento 10 Propostas para um Novo Ciclo de Desenvolvimento no Brasil

A

Agência Brasil

Sociedade civil apresenta propostas aos candidatos à Presidência
Créditos: Agência Brasil

A coalizão Vida em Conta, iniciativa que reúne cerca de 140 economistas e 70 organizações da sociedade civil, apresenta o documento 10 Propostas para um Novo Ciclo de Desenvolvimento no Brasil.

O texto busca transformar as cinco frentes centrais relacionadas nas Diretrizes para um Projeto de País Justo, Sustentável e Soberano em compromissos concretos para o próximo ciclo de governo, colocando a redução das desigualdades e a melhoria da qualidade de vida no centro das decisões econômicas.

 "Reduzir desigualdades requer investimento público e capacidade de implementar políticas de longo prazo. Em vez de retornar a uma agenda de encolhimento do papel estatal, o Brasil precisa usar seus instrumentos de planejamento, financiamento e investimento para ampliar serviços essenciais, reduzir o custo de vida, gerar empregos de qualidade e fortalecer suas capacidades produtivas e tecnológicas”, afirma Maiara Folly, diretora executiva da Plataforma CIPÓ, uma das organizações que integram a coalizão Vida em Conta.

Entre as principais propostas estão uma estratégia permanente com metas e indicadores de renda, riqueza, gênero, raça e território, para orientar o planejamento, o orçamento e a avaliação das políticas públicas, com atenção especial às regiões e aos municípios mais vulneráveis. No exterior, o Brasil seguiria liderando a criação de um painel internacional sobre desigualdade, nos moldes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

A criação de um Fundo Nacional de Mobilidade Urbana para implantar progressivamente a Tarifa Zero no transporte coletivo, priorizando a ligação entre periferias e centros, a integração metropolitana e sistemas de baixa emissão. Entre as possíveis fontes de financiamento, o documento cita a adaptação do vale-transporte: em vez de custear diretamente o deslocamento de seus funcionários, os empregadores passariam a recolher uma contribuição vinculada à folha salarial, destinada ao fundo, para financiar a gratuidade do sistema.

O documento pede também uma política nacional de cuidados, com ampliação de creches, "cuidotecas", centros-dia, espaços de alimentação e educação em tempo integral, para reduzir a sobrecarga sobre as famílias, especialmente as mulheres, além da valorização de quem trabalha com cuidado, com formação, proteção social e melhor remuneração.

Outro ponto seria o aumento da alíquota mínima efetiva do Imposto de Renda para os super-ricos, combate à evasão e aos privilégios fiscais e revisão de regimes especiais ligados a setores nocivos à saúde e ao meio ambiente, preservando a simplificação para micro e pequenas empresas sem estimular a pejotização (contratação do trabalhador por meio de pessoa jurídica).

Outra proposta do documento foca na revisão sistemática de subsídios e incentivos fiscais, condicionando-os à economia de baixo carbono e à revisão de incentivos a combustíveis fósseis. Os recursos apoiariam a adaptação climática em áreas urbanas vulneráveis e uma política industrial seletiva, com metas verificáveis e contrapartidas em empregos, além de infraestruturas digitais públicas e ferramentas para o cidadão acompanhar a origem e o destino do dinheiro público.

Com o fim da escala de trabalho 6x1, o documento pede a regulamentação da nova jornada sem redução salarial nem brechas que esvaziem a mudança, com condições para que o tempo liberado se converta em descanso, saúde, lazer e convívio.

O documento propõe a manutenção dos aumentos acima da inflação, preservando o piso nacional como referência para aposentadorias e benefícios sociais, aliada à redução do peso de moradia, energia e transporte no orçamento das famílias.

Uma das propostas diz respeito à política territorial que articule reforma agrária, combate à grilagem e integração dos cadastros de terras, fortalecendo a agricultura familiar e agroecológica, a segurança alimentar e a inovação em sementes, com instrumentos tributários para enfrentar a concentração fundiária.

"Não existe contradição entre responsabilidade fiscal e bem-estar. A questão é quem paga e para onde vai o dinheiro. Hoje, quem ganha menos compromete mais da renda com impostos, transporte e juros. Corrigir isso, cobrando mais de quem está no topo e revendo subsídios ineficientes, é o que abre espaço para crescer com mais justiça", afirma o economista Marco Antonio Rocha, professor da Unicamp e diretor do Transforma, outra organização responsável pela coalizão.

Compartilha esta notícia:

Notícias relacionadas